sábado, 22 de março de 2014

Mistérios e evidências do Parkinson

Doença ganha espaço na nova novela das nove, da Rede Globo, abrindo discussão sobre a doença e os cuidados necessários com o doente

21/03/2014 - Na novela Global, "Em Família", o ator Paulo José, de 76 anos, interpreta Benjamin, personagem da novela com Parkinson, doença que faz parte da vida do ator há mais de 20 anos. Na trama, o idoso será internado em uma casa de repouso. A discussão será em torno dos cuidados que um portador deve receber.

A doença de Parkinson (e não mal de Parkinson, que é um termo ultrapassado) é uma doença do sistema nervoso que causa alguns sinais e sintomas bem característicos. Foi descrita pela primeira vez em 1817 por um médico inglês chamado James Parkinson (daí o nome da doença), e desde então, tem sido cada vez mais estudada. É muito comum no mundo todo e a tendência é a doença ficar ainda mais comum, porque a expectativa de vida da população mundial está crescendo.

Ao contrário do que se pensa, a doença não atinge apenas pessoas idosas e existem casos ditos genéticos, causados por disfunções no DNA que podem ocorrer mesmo em adolescentes e adultos abaixo de 40 anos. Um caso famoso foi o do ator Michael J. Fox, do filme De Volta para o Futuro, que foi diagnosticado com a doença aos 37 anos.

Os avanços científicos estão cada vez mais perto das causas e cura da doença. Sabe-se que a falta de dopamina, substância produzida pelo cérebro, responsabiliza-se pela maior parte dos sintomas motores da doença.

Doença

Segundo pesquisa, 90% das pessoas com Parkinson sofrem também com algum transtorno psiquiátrico em algum momento. Dependendo do caso esses transtornos podem tanto ter colaborado para o desenvolvimento quanto serem consequência da doença ou mesmo não terem relação direta, e essas três possibilidades tem embasamento científico.

Mas independente de serem causa, consequência ou coincidentes, os distúrbios cognitivos, transtornos de humor e transtornos de ansiedade frequentes causam grandes prejuízos na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. O transtorno mais comum foi a depressão, identificada em 32% dos casos, e responsável por agravar os problemas motores, de sono, alimentares e de dores. Fonte: O Liberal de Americana / SP.

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