domingo, 8 de junho de 2014

Discinesia na doença de Parkinson: mecanismos e intervenções não-farmacológicas atuais

07/06/2014 – Extrato transcrito, do original em inglês (termos técnicos mantidos), amplo, sobre avaliação de controle das discinesias através de técnicas como a estimulação profunda do cérebro (dbs), estimulação por campo magnético transcraniano, terapia de reposição celular, dentre outras.

Sinopse
A terapia de substituição de dopamina na doença de Parkinson está associada com vários efeitos indesejáveis, dos quais a discinesia é o mais incapacitante. O desenvolvimento de novas intervenções terapêuticas para reduzir o impacto da discinesia na doença de Parkinson é, portanto, uma necessária prioridade. Esta revisão resume os mecanismos moleculares fundamentais que sustentam a discinesia. O papel dos receptores de dopamina e seus mecanismos de sinalização associados, incluindo a “phosphoprotein dopamina-regulado-cAMP neuronal”, regulada pelo sinal da quinase extracelular, alvo da rapamicina em mamíferos, mitógeno e quinase-1 e histona H3 ativados por estresse são resumidos, juntamente com uma avaliação do papel de receptores de acetilcolina canabinóides e nicotínicos. O papel da plasticidade sináptica e os resultados comportamentais em animais da discinesia também são avaliados. Os avanços terapêuticos mais recentes para tratar a doença de Parkinson são discutidos, com destaque para as possibilidades e limitações de intervenções não-farmacológicas, como atividade física, a estimulação cerebral profunda, a estimulação transcraniana por campo magnético e terapia de reposição celular. A revisão sugere novas perspectivas para a gestão de sintomas motores associados à doença de Parkinson, especialmente o desenvolvimento de discinesia.

Esta revisão tem como objetivo resumir os mecanismos moleculares fundamentais subjacentes à discinesia e os avanços terapêuticos mais recentes para tratar a doença de Parkinson, com ênfase nas intervenções não-farmacológicas, como a atividade física, a estimulação profunda do cérebro (DBS), a estimulação transcraniana por campo magnético (TMS) e a terapia de substituição de células. Estas novas intervenções são discutidas tanto do ponto de vista experimental e clínico, descrevendo a sua força e limitações atuais. (...)

Conclusões
A discinesia é um fenômeno extremamente complexo que envolve todos os núcleos dos gânglios da base e resulta de um desequilíbrio na funcionalidade dos dois tipos de neurônios eferentes do estriado, em conjunto com a perda de plasticidade sináptica bidirecional. Terapias farmacológicas para contrastar a discinesia são muito limitadas e não são eficazes; por conseguinte, as estratégias farmacológicas não são as únicas opções para o tratamento deste efeito colateral altamente perturbador. Os resultados clínicos da DBS mostram um grande potencial, tornando-se uma das técnicas mais promissoras para tratar a discinesia. Ao mesmo tempo, a atividade física tem atraído um grande interesse para os resultados positivos obtidos até agora. Outra estratégia promissora é TMS, o qual é um método seguro e não-invasivo, que afeta o córtex cerebral, mas não as estruturas profundas. Finalmente, um aspecto importante de futuras terapias inclui substituição de células na região do SN, que, no entanto, requer mais informações sobre o ambiente molecular complexo capaz de guiar axônios para movimentar adequadamente aos seus objetivos específicos. Mais estudos seriam importantes para definir a combinação ideal de terapias não-farmacológicas para contrastar eficazmente discinesia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DP. (segue..., original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Journal of Neurochemistry Vol. 129 Issue 5, contendo lista de abreviaturas.

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