sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Remédios para tratar Parkinson podem ser retirados com 90% de desconto

por Valmir de Souza
29/08/2014 - Brasil / Saúde - A doença de Parkinson é a segunda doença neurológica mais comum no mundo, atrás apenas do Alzheimer, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

As chances de uma pessoa ter a doença aumentam com a idade, especialmente após os 60 anos. A aposentada Maria Pimentel Novo, de 64 anos, por exemplo, descobriu que tem a doença em 2012. Segundo o marido, Oswaldo Custódio Novo, o tratamento só está sendo possível porque os remédios são retirados com 90% de desconto nas farmácias conveniadas ao programa Saúde Não Tem Preço.

"De lá para cá a gente vem tratando, tomando os remédios. Está tomando os remédios, controlado. Eu fui na farmácia popular e (peguei) o Prolopa que era o mais caro deles. Custa R$ 80 cada vidro, ela toma três vidros por mês."

O neurologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde. Raphael Machado de Castilho, destaca que é fundamental para os pacientes diagnosticados com Parkinson manter o tratamento com remédios.

"É um tratamento contínuo, que não há como parar. E, eventualmente, quando se soma esse custo mensal ele fica bem grande. E como é uma doença muito frequente, ou seja, acima de 60 anos em torno de dois a três por cento das pessoas têm, o que é muita gente, acaba que uma parcela grande dessas pessoas são pessoas que têm baixa renda, e que não conseguiriam certamente comprar ou manter o tratamento se não fosse pelas farmácias populares ou pelo SUS."

O coordenador do programa Farmácia Popular , Marco Aurélio Pereira, destaca a importância das farmácias populares para os pacientes com a doença de Parkinson e explica como o cidadão pode retirar os medicamentos com 90% de desconto.

"Os medicamentos para a doença de Parkinson, eles entraram no programa em 2010, e desde então eles estão disponibilizados nas farmácias e drogarias credenciadas com um subsídio de até noventa por cento do valor. Importante lembrar que a regra para a dispensação desses medicamentos é exatamente a mesma para os demais casos, ou seja, o paciente munido de CPF, receita válida por quatro meses e documento com foto ele poderá ter acesso aos medicamentos."

Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre uma e duas pessoas a cada mil habitantes possuem a doença de Parkinson. Para saber mais sobre Parkinson e os remédios disponíveis para tratar a doença nas farmácias populares, acesse: www.saude.gov.br. Fonte: Radar Alto Vale.

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