quinta-feira, 11 de abril de 2002

-----Mensagem Original-----
De: Hugo Engel Gutterres
Enviado: quinta-feira, 11 de abril de 2002 15:26
Para: Marcilio Dias dos Santos; Dalva de Paula; CLuciana parkinson
Assunto: Fw: Parkinson

Enviada em: Wednesday, April 10, 2002 8:57 PM
Assunto: Parkinson


S�o Paulo, quarta-feira, 10 de abril de 2002


Envie esta not�cia por e-mail para
assinantes do UOL ou da Folha

Pr�ximo Texto | �ndice

MEDICINA

Primeiro teste de nova terapia, feito por m�dicos nos EUA, diminuiu em 83% os sintomas da doen�a em paciente

C�lula-tronco combate mal de Parkinson
REINALDO JOS� LOPES
FREE-LANCE PARA A FOLHA

O transplante de c�lulas-tronco para o c�rebro de um americano que tem mal de Parkinson conseguiu reduzir em 83% os sintomas da doen�a, no primeiro caso em que a t�cnica combate com sucesso um problema neurol�gico em humanos. Se confirmado, o experimento poder� resultar numa nova forma de tratamento para Parkinson e outras doen�as degenerativas do c�rebro.
A fa�anha, divulgada anteontem pelo jornal "The Washington Post", foi relatada num congresso cient�fico em Chicago (EUA) pelo m�dico franco-canadense Michel L�vesque (pronuncia-se "Lev�que"). Ele foi o primeiro a testar esse tipo de tratamento num ser humano, usando c�lulas-tronco do c�rebro do pr�prio paciente.
O resultado melhorou de forma surpreendente a qualidade de vida de Dennis Turner, 59, engenheiro nuclear e ex-piloto de ca�as que foi diagnosticado como portador de Parkinson aos 49 anos. Contudo, como o resultado veio de um �nico paciente, os m�dicos ainda est�o cautelosos.
As c�lulas-tronco andam povoando o notici�rio e a imagina��o dos cientistas h� algum tempo, e n�o sem raz�o. As ditas cujas s�o curingas fisiol�gicos, capazes de assumir, sob os est�mulos certos, a fun��o de praticamente qualquer tecido humano, dos m�sculos aos nervos.
Acreditava-se que s� as c�lulas-tronco retiradas de embri�es tivessem esse potencial todo, mas recentemente se viu que certas regi�es de organismos adultos -principalmente a medula �ssea e algumas partes do c�rebro- tamb�m tinham a capacidade de fabricar c�lulas-tronco.

Sem dilema
Essa propriedade � uma m�o na roda para os pesquisadores que querem escapar do atoleiro �tico das c�lulas-tronco embrion�rias (para us�-las, � preciso destruir embri�es humanos) e, de quebra, driblar o problema da rejei��o: mesmo doente, a pessoa nunca p�ra de produzir c�lulas-tronco, podendo receber as suas pr�prias num transplante.
J� se conseguiram coisas mirabolantes, como transformar c�lulas-tronco da medula �ssea em m�sculos do cora��o. No caso da pesquisa de L�vesque, que trabalha no Centro M�dico Cedars-Sinai, em Los Angeles, a coisa parece at� mais simples: c�lulas-tronco foram retiradas do c�rtex, a chamada "massa cinzenta" da superf�cie do c�rebro.
"N�s cultivamos as c�lulas durante seis meses, selecionando as que se transformavam em neur�nios produtores de dopamina [prote�na que ajuda a conduzir impulsos nervosos]", explicou L�vesque � Folha.
Cerca de seis milh�es dessas c�lulas foram reimplantadas na regi�o conhecida como "subst�ncia negra", uma pequena �rea na base do c�rebro que ajuda no controle dos movimentos e � afetada pela perda de neur�nios produtores de dopamina no mal de Parkinson. Com dez anos de doen�a, Dennis Turner tinha sintomas severos (tremores e perda de coordena��o motora) e estava no n�vel chamado quatro da enfermidade, afirma L�vesque -a fase mais grave � a quinta.
Depois de seis meses do transplante, os sintomas da doen�a come�aram a diminuir de forma acentuada. Um ano depois, a melhora -medida pela capacidade do paciente de andar, escrever e fazer movimentos r�pidos- era de 83%. "E isso j� faz tr�s anos", afirma o pesquisador.

Cautela e esperan�a
"Como eles fizeram isso com um paciente s�, sempre h� a possibilidade de ser por acaso", explica Ademir Baptista Silva, neurologista da Unifesp (Universidade Federal de S�o Paulo). "Mas as c�lulas-tronco t�m tudo para resolver esse tipo de problema".
Rosalia Mendez Otero, pesquisadora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que estuda c�lulas-tronco do c�rebro em camundongos, afirma que algo semelhante s� havia sido feito com c�lulas embrion�rias.
"Eles usaram a melhor fonte desse tipo de c�lula, que � o c�rtex. � �bvio que a gente tem de esperar por mais testes, mas a coisa � muito interessante", avalia.
� o que pretende L�vesque. "Vamos expandir essa terapia para mais 20 pacientes, aplicando as c�lulas em um dos lados do c�rebro e deixando o outro como controle. Temos de ser cautelosos com esses dados, mas espero que eles se repitam numa escala maior", conclui o m�dico.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observamos que muitos comentários são postados e não exibidos. Certifique-se que seu comentário foi postado com a alteração da expressão "Nenhum comentário" no rodapé. Antes de reenviar faça um refresh. Se ainda não postado (alterado o n.o), use o quadro MENSAGENS da coluna da direita. Grato.