terça-feira, 23 de abril de 2002

PET SCAN


Tomografia computadorizada por emiss�o de p�sitrons (PET Scan) � a t�cnica usada atualmente para se saber at� que ponto est� comprometida a estrutura da substancia nigra em pacientes com diagn�stico de DP. Foi usada na pesquisa sobre depend�ncia por dopamina realizada por MIke Nader, publicada na revista Nature Neuroscience 5 (2):169-174, 2002), in Warning: PRP treatment not recomended for those taking anti-parkinson's medications, feb. 19, 2002.
A tecnologia Pet Scan vem sendo muito usada nos estudos psiqui�tricos, conforme se le na Revista de Psiquiatria Cl�nica da USP, volume 28, n�mero 6, edi��o especial sobre terapias congnitivas.
"O uso do TC em psiquiatria tem uma s�rie de vantagens: � mais barata, mais acess�vel e, na maioria das vezes n�o desperta rea��es de ansiedade nos pacientes como ocorre com a resson�ncia magn�tica nuclear, al�m de n�o ter as contra-indica��es desta �ltima (marca-passo card�aco, clipe cerebral). A TC permite identificar rapidamente altera��es anat�micas tais como tumores, ou ac�mulos de sangue, acidentes vasculares e traumatismos cranioencef�licos. Apesar de n�o ser poss�vel medir volumes como ocorre com a resson�ncia magn�tica, nem ver estruturas tais como hipocampo e g�nglios da base, suas medidas planim�tricas s�o confi�veis e �teis, especialmente as que permitem mensura��o dos ventr�culos e proemin�ncia pr�-frontal, sendo ainda �teis em pesquisa (Weight e Bigler, 1998)." in Elkis, Helio, Tomografia computadorizada e morfometria (http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/27%283%29/art179.htm)
A t�cnica tem sido usada tamb�m por outros pesquisadores, como nos estudos do cancer.
" A tomografia por emiss�o de p�sitrons (PET) � um m�todo diagn�stico que cria imagens tridimensionais e tomogr�ficas da distribui��o no organismo de radiois�topos emissores de p�sitrons.
As subst�ncias marcadas pelos radiois�topos incluem substratos do metabolismo celular, drogas, anticorpos, neurotransmissores e outras mol�culas biologicamente ativas.
Alguns dos radionucl�deos usados s�o os seguintes: carbono-11 (11C); nitrog�nio-13 (13N); oxig�nio-15 (15O); fl�or-18 (18F); iodo-124 (124I); rub�dio-82 (82Rb).
As imagens produzidas representam o fluxo sang��neo, o metabolismo da glicose, o transporte de amino�cidos, o metabolismo prot�ico, o estado dos neuroreceptores, o consumo de oxig�nio, e at� mesmo a divis�o celular, dependendo do radiof�rmaco utilizado. Como a quantidade em massa das subst�ncias administradas � m�nima, n�o ocorre interfer�ncia nos processos bioqu�micos analisados.

O papel das imagens funcionais no diagn�stico

Os m�todos de imagem t�m, tradicionalmente, detectado as patologias atrav�s das altera��es na estrutura ou na anatomia dos �rg�os ou tecidos comprometidos. Os processos bioqu�micos podem estar alterados na maioria das patologias e essas altera��es costumam preceder as altera��es anat�micas. A PET fornece imagens funcionais do metabolismo regional que podem ser mais sens�veis e acuradas que as imagens puramente morfol�gicas na detec��o de processos tumorais envolvendo os mais diversos �rg�os, ou na detec��o de patologias card�acas e neurol�gicas." in Jasinowodolinski, Dany e DUARTE, Paulo Schiavom,
Diagn�stico por imagem no c�ncer de pulm�o. http://www.fleury.com.br/medico/evento/imagem/curso_imagem02.htm.

"Perspectivas Futuras

O PET � ainda uma tecnologia recente e em desenvolvimento. Necessita de um centro adequadamente preparado, com profissionais especializados e aparelhagem sofisticada, al�m de apresentar um custo elevado. Esses fatores limitam sobremaneira a utiliza��o desse exame.

Muito se vislumbra a respeito das contribui��es que o PET pode oferecer para a pr�tica cl�nica da psiquiatria e para a pesquisa. Nessa �ltima, a tomografia por emiss�o de p�sitrons pode auxiliar na investiga��o das redes neuronais e dos sistemas de transmiss�o sin�ptica. N�o seria um exagero predizer que no futuro poderemos identificar com mais acur�cia os s�tios de a��o dos psicof�rmacos, bem como as principais redes neuronais implicadas nos transtornos psiqui�tricos.

Em termos cl�nicos, a utiliza��o do PET pode contribuir muito para a realiza��o de diagn�sticos nosol�gicos diferenciais, bem como a identifica��o de subtipos dentro de uma mesma entidade nosol�gica. Desse modo, permitir� uma escolha terap�utica mais embasada e espec�fica para cada paciente. Espera-se tamb�m que o PET auxilie o monitoramento da resposta terap�utica e a progress�o da patologia. "(Aplica��es em psiquiatria da tomografia por emiss�o de p�sitrons, por Fl�vio Kapczinski, Eduardo Chachamovich, Ricardo Ludwig de Souza Schmitt, Revista de Psiquiatria Cl�nica da USP, VOLUME 27, N�MERO 3 MAIO/JUNHO DE 2000, EDI��O ESPECIAL, M�todos de Imagem em Psiquiatria, Editor Convidado: Cl�udio Campi de Castro.)


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