domingo, 22 de setembro de 2002

Pesquisa explica a poss�vel origem dos tremores da doen�a de Parkinson

MODELOS MATEM�TICO DOS TREMORES


Fonte: Journal of Neuroscience, 22/05/02

Um matem�tico na Universidade do Estado de Ohio e seus colegas podem ter encontrado a origem dos tremores sofridos por pessoas com a doen�a de Parkinson.

Esse trabalho poderia potencialmente auxiliar no desenvolvimento de novos tratamentos para a doen�a de Parkinson e outras doen�as neurol�gicas, disse o David Terman, professor de matem�tica no Estado de Ohio.

Quando os pesquisadores constru�ram um modelo computacional da atividade eletroqu�mica em um c�rebro afetado pela doen�a Parkinson, eles observaram padr�es incomuns na forma pela qual as c�lulas cerebrais lan�am sinais.

"Em um c�rebro normal, cada c�lula realiza seu pr�prio trabalho, e os sinais criam em padr�o aleat�rio", disse Terman. "Por�m, em nosso modelo, observamos c�lulas se lan�am juntamente em passo de marcha, criando um padr�o sincronizado que se iguala ao tempo dos tremores de Parkinson".

A descoberta, relatada em uma recente edi��o do peri�dico Journal of Neuroscience, poderia ajudar a solucionar um mist�rio de longa data na comunidade m�dica. Acredita-se que a perda da dopamina neurotransmissora seja a causa da doen�a de Parkinson, por�m a forma pela qual essa perda leva aos tremores � desconhecida.

"Nosso modelo computacional mostra que o padr�o dos sinais tamb�m � importante - n�o apenas a freq��ncia", afirmou Terman.

O modelo computacional � uma simula��o das c�lulas cerebrais e de sinais el�tricos que circulam entre eles. Os pesquisadores foram capazes de reproduzir o lan�amento aleat�rio normal das c�lulas cerebrais.

Um grupo de tr�s matem�ticos modelaram a g�nglia basal, uma massa de c�lulas cerebrais que se acredita ser respons�vel pelo movimento volunt�rio e est� situada logo acima da base cerebral. Os pesquisadores acreditam que a perda da dopamina caracter�stica da doen�a de Parkinson seja o resultado da morte em massa de certas c�lulas da g�nglia basal.

Comparando o modelo com neur�nios reais, os pesquisadores foram capazes de se aproximar de um poss�vel roteiro que criaria o padr�o de lan�amento Parkinsoniano. O roteiro seria assim: uma defici�ncia da dopamina faria com que uma parte da g�nglia basal, chamada de estriato, enviasse um forte sinal neural para a outra parte, chamada de globus pallidus. Esse sinal alteraria a intera��o entre o globus pallidus e a outra parte da g�nglia basal - o n�cleo subtal�mico. Os pesquisadores cr�em que seja nessa �ltima intera��o que os sinais neurais r�tmicos da doen�a de Parkinson emergem.

Eventualmente, Terman e seus colegas esperam expandir seu modelo computacional para incluir outras regi�es do c�rebro que interagem com a g�nglia basal. Contudo, essa primeira parte do trabalho poderia proporcionar aos pesquisadores novas dire��es de terapias para a doen�a de Parkinson.

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