terça-feira, 5 de novembro de 2002

prote��o contra a morte celular programada

-----Mensagem Original-----
De: Takase
Enviado: sexta-feira, 1 de novembro de 2002 15:59
Para: marcilio; suzana; Tales de Carvalho
Assunto: Pot�ssio pode evitar danos causados ao cora��o por enfarte

Fonte: Science 2002; 298: 1029-1033.

Pot�ssio pode evitar danos causados ao cora��o por enfarte

Por Alison McCook

NOVA YORK (Reuters Health) - Enquanto estudava um tecido animal, uma equipe de pesquisadores norte-americanos descobriu que as c�lulas do cora��o apresentam um mecanismo que as ajuda a sobreviver a um enfarte e concluiu que explor�-lo pode um dia ajudar a evitar os danos causados pelo ataque card�aco em seres humanos.

O mecanismo � uma porta, ou canal, respons�vel pelo transporte de pot�ssio para as estruturas celulares que fornecem energia � c�lula card�aca.

O cientista Brian O'Rourke e colaboradores, da Universidade John Hopkins em Baltimore, Estado de Maryland, descobriram que, ao ser estimulado por uma droga, o canal produz altera��es qu�micas no interior das c�lulas que permitem a sobreviv�ncia de muitas delas a um ataque card�aco.

Se os resultados forem tamb�m observados em seres humanos, um dia talvez seja poss�vel aplicar essa t�cnica com o objetivo de minimizar os danos ao cora��o causados pelo enfarte, embora o atual estudo sugira que o tratamento possa funcionar somente se administrado antes do ataque card�aco ocorrer, disse O'Rourke.

"A descoberta desse canal nas c�lulas do cora��o fornece informa��es que podem levar a novos tratamentos para doen�as card�acas e nos ensinar� li��es importantes sobre como os suprimentos de energia s�o mantidos para uma vida inteira de batimentos card�acos", disse O'Rourke � Reuters Health.

O tratamento usado para estimular os canais pode ter outras aplica��es, acrescentou o pesquisador, pois pode proteger contra a morte celular programada, uma etapa crucial em muitas doen�as cr�nicas, como insufici�ncia card�aca, mal de Alzheimer ou de Parkinson. "Um importante objetivo da nossa pesquisa nessa �rea � desenvolver tratamentos para essas doen�as hoje incur�veis", observou O'Rourke.

Os canais est�o localizados nas mitoc�ndrias, estruturas que fornecem � c�lula uma fonte constante de energia que, em �ltima an�lise, permite as batidas card�acas. As mitoc�ndrias t�m de se adaptar ao n�vel de atividade do indiv�duo, explicou O'Rourke, produzindo mais energia quando o corpo se exercita ou est� sob estresse, por exemplo.

No atual estudo, publicado na edi��o de 1o. de novembro da revista Science, O'Rourke e colaboradores descreveram o canal rec�m-descoberto nas mitoc�ndrias e acreditam que ele ajude tais estruturas a fornecer mais energia ao cora��o quando s�o necess�rias quantidades extras.

Quando a demanda por energia aumenta, os n�veis de c�lcio no interior da c�lula crescem, o que ativa o canal, conhecido como mitoKCa. Esse canal, por sua vez, atua como "a v�lvula de controle nesse motor que ajuda as mitoc�ndrias a ajustarem-se de maneira mais precisa a diferentes necessidades de energia", afirmou O'Rourke � Reuters Health.

Em experimentos com cora��es de coelhos, os pesquisadores tamb�m descobriram que o canal mitoKCa pode ajudar a proteger as c�lulas card�acas do dano causado por enfartes, que ocorre quando as c�lulas s�o privadas do sangue rico em nutrientes de que necessitam para produzir energia. Se o fluxo sangu�neo � suspenso por um per�odo longo, as c�lulas do cora��o podem morrer.

O'Rourke e sua equipe removeram cora��es de coelhos enquanto ainda batiam; administraram � metade dos �rg�os uma droga conhecida como "abridor" de canais de pot�ssio, a qual estimula o canal mitoKCa; e ent�o simularam um enfarte.

Os pesquisadores verificaram que os cora��es que receberam o tratamento apresentavam apenas metade do n�mero de c�lulas danificadas quando comparados aos cora��es n�o tratados. "Se abrirmos essa v�lvula de controle em particular, as c�lulas n�o morrem", explicou O'Rourke.

O canal mitoKCa � um tipo de canal, disse O'Rourke, que � estimulado pelo c�lcio a se abrir e permitir a entrada de pot�ssio para o interior da mitoc�ndria. Um influxo de c�lcio para o interior celular � tamb�m uma das raz�es pelas quais as c�lulas do cora��o morrem ap�s um enfarte, e o aumento do volume de pot�ssio dentro das mitoc�ndrias "evita de alguma maneira parte dos efeitos prejudiciais do c�lcio", explicou O'Rourke.

Embora seja dif�cil administrar uma droga a um paciente antes que ele sofra um enfarte, O'Rourke afirmou que, no futuro, talvez seja poss�vel oferecer o tratamento a indiv�duos com doen�as cr�nicas que envolvem morte celular programada ou �queles com um hist�rico de angina, os quais est�o sob risco de enfarte.

Fonte: Science 2002; 298: 1029-1033.

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