Atualmente a ênfase cirúrgica tem declinado da ablação (palidotomia, talamotomia, etc) em favor da Deep Brain Stimulation (DBS). A DBS tem quatro distintas vantagens sobre a ablação.
Primeiro, o efeitos são reversíveis, então se a estimulação causa efeitos indesejados, o estimulador pode ser desligado e os efeitos indesejados irão desaparecer.
Segundo, a estimulação é ajustável. Lesões (ablações) são eventos “tudo ou nada”; o tecido é destruído ou não. Em contraste, a DBS permite que o médico ajuste a estimulação gradualmente, encontrando o nível adequado que traz benefícios terapêuticos com o mínimo ou nenhum efeito colateral. Assim, a terapia pode ser adequada a cada paciente.
Terceiro, o dispositivo permite adequado acesso ao alvo cirúrgico. Os parâmetros de estimulação podem ser ajustados em decorrência das mudanças fisiológicas do paciente ao longo do tempo, aumentando a longevidade da resposta.
Finalmente, devido às características do DBS antes mencionadas, regiões do cérebro não serão destruídas e podem ser tratadas com DBS. O mais óbvio exemplo disto é a nova cirurgia para Parkinson avançado, DBS bilateral no núcleo subtalâmico (STN). (...)
Veja na íntegra em Institute For Neurology & Neurosurgery.
Apenas um detalhe: +/- US$ 12.000 para cada hemisfério cerebral!
Desvantagens
O maior risco é de hemorragia. O risco é de aproximadamente 1% mas, quando ocorre, a hemorragia pode resultar em morte, coma, ou significante desabilidade permanente (ex. paralisia). Os procedimentos talâmicos no lado esquerdo do cérebro (o lado mais comumente tratado visto que os pacientes são destros) podem resultar em fala “arrastada”. Pacientes podem notar sensações de dor que o estimulador é ligado pela primeira vez. Normalmente, isto demora alguns segundos. Se esta sensação de dor for mais longa, então o dispositivo deve ser reprogramado. Sempre que um dispositivo é implantado no corpo humano há o risco de gerar uma infecção. Esta é uma ocorrência rara, no entanto, se ocorrer, o dispositivo deve ser removido, mesmo que esteja funcionando. Finalmente, é importante lembrar que se tratam de dispositivos mecânicos. Fios podem quebrar ou desconectar. Baterias certamente necessitarão de troca. Todos estes reparos requerem cirurgia. O rompimento dos eletrodos no cérebro requer a implantação de novos. Veja na íntegra em yopa.org.
O estado das “coisas”
No Rio Grande do Sul nenhum DBS foi implantado até hoje. Ainda não adquiriram software que tenha acesso às áreas mais profundas do tálamo necessário para orientar o implante dos eletrodos. Não há equipamento para regular o DBS e dar manutenção aos pacientes. Há sinais para o final do ano.
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