segunda-feira, 7 de junho de 2004

Farmácia Popular

Lula inaugura Farmácia Popular para baixar preços dos remédios

SALVADOR - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou hoje uma drogaria estatal na qual serão oferecidos vários remédios de maior consumo no país a preços significativamente inferiores aos do mercado.

A 'Farmácia Popular' inaugurada em Salvador é a primeira das cem que estarão funcionando em todo o Brasil até o final do ano e faz parte de um programa do governo para facilitar o acesso da população mais humilde aos medicamentos.

"Nas drogarias estatais ofereceremos remédios para o tratamento de mais de 85% das doenças mais comuns do país", disse o ministro da Saúde, Humberto Costa, que participou da cerimônia de inauguração da primeira loja da rede. "Os preços oferecidos pelo Estado serão entre 30% e 90% inferiores aos cobrados pelas farmácias comerciais".

Além de analgésicos, antibióticos e outros remédios de uso comum, a rede oficial venderá medicamentos para o tratamento de doenças crônicas como asma, diabetes, anemia, epilepsia, bronquite e até mal de Parkinson.

O objetivo do programa, segundo Lula, "é garantir à população de pouca renda o acesso, a baixo custo, aos medicamentos básicos e essenciais para a saúde".

Simultaneamente à farmácia de Salvador, foram inauguradas outras cinco unidades na mesma cidade, dez em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e outra em Goiânia, um total de 18 das 100 previstas para este ano.

Em seu discurso, Lula esclareceu que o lançamento do 'Programa Farmácia Popular', uma de suas principais promessas na campanha eleitoral, não significa que o governo pretenda acabar com os programas de distribuição gratuita de remédios na rede pública para doenças como a Aids e a hemofilia.

"Esses remédios continuarão sendo distribuídos gratuitamente, mas os outros deixarão de ser artigos exclusivos dos ricos", afirmou o presidente.

Segundo o Ministério da Saúde, além de aumentar a produção de medicamentos nos laboratórios oficiais para abastecer a rede de farmácias populares, o governo adquirirá remédios de laboratórios privados. Estas compras serão realizadas mediante leilões públicos que obrigarão os laboratórios a competir entre si e a oferecer preços reduzidos.

Fonte: Jornal do Brasil.

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