Célula-tronco: Tenho esperanças (11/5/2008) Um acidente automobilístico, ocorrido em janeiro de 2006, fez com que Renato Tadeu Neves Cafundó, de 42 anos, perdesse todos os movimentos do tórax para baixo. Numa cadeira de rodas, ele não se entrega e sempre vem buscando novas possibilidades de recuperação e tratamento. Numa reportagem de TV, vista no ano passado, descobriu que médicos chineses faziam implantes de células-tronco embrionárias em seres humanos na tentativa de obter resultados positivos em situações de paraplegia e casos de doenças degenerativas. Sem hesitar, Cafundó fez seus contatos do outro lado do mundo por e-mail, marcou a cirurgia, enfrentou 23 horas de vôo até Pequim e desembolsou US$ 15 mil (pouco mais de R$ 25 mil) para fazer o procedimento.Tudo isso com o prévio alerta dos próprios médicos chineses de que não havia garantia de absolutamente nada. A suposta recuperação pode ser muito lenta ou até mesmo nem acontecer. O prazo dado pela equipe para uma possível alteração de quadro é de dez meses a um ano. Seria uma tentativa, apenas isso. Dois meses depois da cirurgia, na semana passada, Cafundó recebeu a reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN) em sua casa, em Sorocaba, e contou o que está sentindo.
"É muito cedo ainda para sentir diferenças, mas tenho esperanças. Sinto um calorão que me dá internamente nas pernas e também alguns pequenos movimentos nos dedos da mão esquerda, algo que não acontecia antes. Agora, preciso fazer bastante fisioterapia para ver o que consigo recuperar", explicou, perseverante. "Tudo pode acontecer, mas não tenho garantia de nada", disse. Atualmente, Cafundó faz uma hora de fisioterapia quatro vezes por semana e três vezes de hidroterapia, também por uma hora.
Com uma anestesia geral, Cafundó foi submetido a uma cirurgia de duas horas na China. Apesar de não ter recebido certezas, no hospital, ele disse ter visto pessoas com paralisia infantil e mal de Parkinson tendo resultados rápidos e positivos. Algo que reforçou de fato suas esperanças, mesmo sabendo que a situação é diferente e envolve uma séria lesão. "Os médicos chineses adotam procedimentos antigos. Aqui no Brasil, estamos muito mais desenvolvidos. Se esse tipo de cirurgia fosse permitido aqui, imagino que os resultados seriam ainda mais avançados", comparou. Fonte: Cosmo.
Assunto já abordado, sob títulos e datas abaixo:
Tratamentos com células-tronco em 28/03/2008;
Células-tronco: sorocabano sente calor nas pernas em 06/04/2008.
Tratamentos com células-tronco em 28/03/2008;
Células-tronco: sorocabano sente calor nas pernas em 06/04/2008.
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