


"Ilmo. Sr.
Diretor de Redação
Revista VEJA
Na qualidade de assinante e leitor assíduo dessa conceituada Revista, peço encontrar abaixo o teor da mensagem desta Associação, que foi admitida como "amicus curiae" na ação declaratória de inconstitucionalidade promovida pelo então Senhor Procurador Geral da República contra a Lei de Biossegurança que permite as pesquisas com células embrionárias. Ficaria agradecido se Vossa Senhoria houvesse por bem acolher referida manifestação, com o objetivo de sensibilizar as pessoas que detem o poder de conduzir os destinos de nosso querido País. Assim procedendo estará contribuindo decisivamente para o bem estar geral e felicidade de quem sofre de uma moléstia até aqui incurável.
Associação Brasil Parkinson
Samuel Grossmann - Presidente
RG. 1.577.826/SP
Avenida Bosque da Saúde, 1155
04142-092 - São Paulo
Telefone: (011) 2578-8177 e 3088-5292 (residência)
Em seu excelente editorial “Carta ao leitor” e na reportagem de fls. 96/97 da edição 2058, esse prestigioso Órgão da Imprensa aborda com extrema acuidade a questão das células tronco embrionárias, ora sob exame perante o STF.
Acaba de ser divulgado um manifesto intitulado “Declaração de Brasília” em que um grupo de juristas e cientistas – encampando a posição defendida pela CNBB – se declara contrário às pesquisas com células tronco embrionárias. Quero crer que se trata de pessoas sem nenhum familiar ou amigo portador da uma doença cruel. Caso contrário, não se mostrariam insensíveis ao sofrimento de quem se vê, desgraçadamente, despojado de seu bem supremo – a Saúde. Por que negar a possibilidade da busca do alívio do sofrimento de alguém? Graças às pesquisas realizadas no passado, muitas doenças, até então consideradas incuráveis e que martirizavam a humanidade – como tuberculose, febre amarela, sífilis, doenças venéreas, e outras – hoje estão erradicadas. Pergunta-se: seria ético deixar na rua da amargura milhões de sofredores, não só em nosso país, mas em outras nações, na defesa de embriões descartados, inviáveis e sem serventia (inclusive por falta de útero humano), congelados por mais de três anos, conforme manda a lei, e cujo destino seria a lata do lixo? Negar a possibilidade de pesquisa seria regredir aos tempos de Galileu, a quem, muitos séculos depois, se pediu solenes desculpas! Confio na sensibilidade dos ilustres Ministros da nossa mais alta Corte de Justiça que, certamente, saberão manter a vigência da Lei de Biossegurança, de acordo com o princípio do fim social a que ela se destina, aprovada pela maioria esmagadora do Congresso Nacional, depois de longos debates.
Nós que aqui estamos – ainda vivos – também escolhemos a vida. Queremos viver e sobreviver!.
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(Matéria publica no jornal O Estado de São Paulo do dia 10 de maio 2008, página A 3) "Forum dos Leitores)
Polêmica
A respeito da notícia relativa a um manifesto elaborado por um grupo de juristas e cientistas que se declaram contrários às pesquisas com células-tronco embrionárias (Grupo lança manifesto contra uso de embrião, 6/5, A17), quero crer que se trata de pessoas sem nenhum familiar ou amigo portador de uma doença cruel. Caso contrário, não se mostrariam insensíveis ao sofrimento de quem se vê, desgraçadamente, despojado de seu bem supremo: a saúde. Por que negar a possibilidade da busca do alívio do sofrimento de alguém? Graças às pesquisas realizadas no passado, muitas doenças que martirizavam a humanidade - como tuberculose, febre amarela, doenças venéreas, sífilis e muitas outras - hoje foram erradicadas. Seria ético deixar na rua da amargura milhões de sofredores, não só em nosso país, mas em várias nações, na defesa de embriões inviáveis, sem serventia (inclusive por falta de útero humano), congelados por mais de três anos e cujo destino seria a lata do lixo? Confio na sensibilidade dos ilustres ministros da nossa mais alta Corte de Justiça, que certamente saberão manter a vigência da Lei de Biossegurança, de acordo com os princípios do fim social para o qual ela foi votada e se destina.
SAMUEL GROSSMANN, presidente da Associação Brasil Parkinson
samgross@terra.com.br
São Paulo
Prazo desrespeitado
O ministro Carlos Alberto Direito ainda não devolveu o processo sobre o uso das células-tronco embrionárias e já deveria tê-lo feito. A quem cabe cobrar-lhe o respeito ao prazo?
PEROLA SOARES ZAMBRANA
raulzambrana@superig.com.br
São Paulo"
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