Conjuntura
Tomando por base o noticiário recente acerca de nossa doença, ou melhor, a ausência de noticiário, parece que ela não existe, ou já tem cura, ou ainda mais, está se extingüindo.Na realidade está tudo ao contrário. Ela existe, não tem cura, pelo avanço da idade média da população ela também avança, e mais, com a frente fria continuada, eu particularmente, estou péssimo!
Portanto, p'rá não chorar, mais ou menos dentro desse contexto, vamos tentar rir um pouco.
16 de junho de 2008 | Luis Fernando Verissimo
Rir ou não rir
Casal de judeus americanos em visita a Israel entra num clube noturno de Tel Aviv onde se apresenta um cômico local. As piadas do cômico fazem grande sucesso com o público e quem ri mais do que todos é o americano. Sua mulher estranha. As piadas são em hebraico. O marido não sabe hebraico. Por que está rindo tanto?- Por que não? - responde o marido. - Eu confio nesta gente!
Dependendo do jornal que você lê, e às vezes do analista num mesmo jornal, o otimismo com a situação do Brasil se justifica, é um delírio ou é um embuste. Poucas vezes na nossa história recente entender o que se passa dependeu tanto da predisposição, ou do preconceito, de cada um. A economia do país raramente esteve tão bem, nunca se comprou tanto carro e casa própria, estamos finalmente a caminho de ter um bendito mercado interno para sustentar nosso desenvolvimento - ou a caminho do caos. Você decide. Os números não provam nada, ou provam tudo, o que dá no mesmo. Uma correta avaliação é improvável, já que os profissionais da avaliação se contradizem. Os fatos não influem muito na decisão de ser otimista ou catastrófico. Ou seja: saber hebraico é secundário. Para rir ou não rir das piadas, basta confiar ou não confiar em quem está rindo. Fonte: ZH.
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