sábado, 30 de janeiro de 2010

MERCK SHARP DOHME - SINEMET CRONOMET‏
Meus Amigos das Associações

Serve a presente para informar-lhes de que com data de 22 do corrente recebi do Laboratorio Merck Sharp Dohme o email abaixo reproduzido (certamente me tomando por médico) junto ao qual veio a nota do diretor médico José Otavio Costa Filho (veja o anexo) em que me comunica a existência de problemas com a distribuição e comercialização dos medicamentos SINEMET e CRONOMET; naquela nota a empresa alega que "a produção mundial desses medicamentos foi impactada em razão de mudanças relacionadas à fonte produtora dos princípios ativos e a alterações no processo de fabricação e deve ser normalizadas em 2010" (sic).

Diante das enormes repercussões que poderão ocorrer no abastecimento daqueles remédios, encaminhei nesta data ao Ministro da Saúde um telegrama, reproduzido no ofício encaminhado também hoje por sedex (veja o outro anexo).

Segundo meu parecer, trata-se de mais uma jogada maquiavélica daquela Empresa, que, devido ao fato de o Sinemet e o Cronomet já estarem com suas patentes vencidas, não geram mais royalties ou lucros, sendo um produto pouco rentável. As explicações não são razoáveis e não sei se são críveis. Certamente pretendem voltar ao mercado com um produto "maquiado" e com um preço mais interessante.

Tenho uma lista de embates com a Merck, que remontam ao início da ABP, que seria fastidioso aqui relembrar.

O fato é que a Empresa revela uma tremenda insensibilidade para com o sofrimento dos portadores daqueles remédios, que certamente serão levados ao desespero, diante da ruptura dos estoques nas farmácias.
Receio que, se houver uma divulgação ampla do conteudo da referida circular, poderá criar ou acelerar o desabastecimento, vez que as pessoas irão se precipitar ou antecipar na compra dos medicamentos, formando estoques caseiros, agravando antecipadamente a crise. Por esse motivo, recomendo a todos que sejam cautelosos na condução do assunto.Qualquer contribuição de sua parte para administrar aa dificuldades que se delineiam será benvinda.
Era o que tinha a lhes participar
Um abraço a todos
Samuel Grossmann
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Prezado Doutor,
Segue anexado o arquivo referente à comercialização do medicamento Cronomet.
Lembramos que essas informações são de propriedade da MSD e podem ser utilizadas por terceiros desde que suas propriedades originais sejam mantidas e sua fonte seja citada. Caso este mesmo arquivo seja usado em ocasiões futuras, pedimos que entre em contato conosco para reavaliarmos sua utilização.

Caso precise de algum esclarecimento adicional, estamos à disposição pelo telefone gratuito 0800 012 22 32, pelo e-mail online@merck.com ou por nosso endereço na Internet: http://www.msdonline.com.br.

Atenciosamente,
MSD On line
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Proteínas de algas ajudam a tratar cérebro
Pesquisas na nova área da optogenética usam propriedade fotossenvível de algas para ativar funções dos neurônios
por Felipe Pontes - Fevereiro de 2010 - A aplicação da proteína de uma alga no cérebro está se mostrando eficiente no tratamento de uma das áreas que ainda engatinham na medicina: o combate a problemas e doenças mentais. As proteínas fotossensíveis ajudam a controlar e analisar áreas específicas do cérebro quando são iluminadas com diferentes cores de luz.

Tudo começou em 1990, quando o biólogo alemão Peter Hegemann percebeu que seres unicelulares flagelados do gênero de algas verdes Chlamydomonas reagiam quando eram expostos à luz. O pesquisador notou que uma proteína da alga era responsável pelo movimento, mas não encontrou uso prático para sua descoberta. Mais de dez anos depois, seu achado floresceu na mão de cientistas do mundo inteiro sob o nome de Optogenética. Ao contrário da eletricidade, que afeta uma região inteira do cérebro, essa técnica ativa somente as células cerebrais desejadas, e vai permitir o mapeamento do cérebro.

Todo o processo é digno de um filme de ficção científica. É preciso isolar os genes da alga fotossensível que contêm as instruções para fazer as proteínas, inseri-los em um vírus e "infectar" células nervosas específicas com ele. Assim, os neurônios começam a produzir a proteína fotossensível, e podem ser ativados quando expostos a uma luz azul. Seu oposto é a luz amarela, que combinada com a proteína da bactéria halorodopsina pode desativar um neurônio. Imagine um interruptor com duas cores: azul é o “liga”, amarelo é o “desliga”.

Já há uma série de experimentos relacionados à Optogenética bem-sucedidos. Em 2005, o fisiologista austríaco Gero Miesenböck, professor da Universidade de Oxford, conseguiu fazer moscas pularem e voarem após serem estimuladas por raios de luz. Dois anos depois, o psiquiatra americano Karl Deisseroth, da Universidade de Stanford, fez um rato correr ininterruptamente em círculos para a direita. No ano passado, o laboratório de Miesenböck conseguiu programar memórias ruins no cérebro de moscas, Deisseroth colheu resultados em testes com ratos que tinham o mal de Parkinson e Herbert Covington, pesquisador da Mount Sinai School of Medicine, conseguiu aliviar sintomas de depressão em ratos.

Ainda em 2009, o cientista americano Ed Boyden, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), fez experimentos com um macaco-rhesus — o primeiro passo para mostrar que a Optogenética pode funcionar em humanos. Durante o experimento, a técnica não trouxe riscos para a saúde do animal, após meses de testes. A ciência começa a ajudar os cientistas a compreender as funções do cérebro e a colaborar com o desenvolvimento de remédios ou terapias. Mas não fique assustado se, algum dia, seu médico pedir autorização para colocar um pedaço de alga na sua cabeça. Fonte: Revista Galileu.

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