CNJ deve sugerir aposentadoria para Catarina Ramalho / AL
Vítima de doença irreversível, desembargdora está afastada há mais de um ano para tratamento de saúde e não deve retornar mais ao TJ
21/06/2011 - O caso de Catarina Ramalho virou um estorvo para a atual direção do Tribunal de Justiça de Alagoas, que enfrenta pressões para manter a desembargadora no cargo, mesmo sabendo que a magistrada não tem condições de retornar mais ao trabalho. A questão será resolvida pelo CNJ, que deve opinar pela aposentadoria da desembargadora, sem prejuízo de seus vencimentos.Desde que foi promovida, em janeiro de 2010, Catarina Ramalho praticamente não atua como desembargadora por se afastar do cargo para tratamento de saúde. Em maio último, ela renovou por mais seis meses a licença médica que a livra do trabalho desde julho de 2010, sem prejuízo de seus salários.
Catarina sofre de Mal de Parkinson, doença degenerativa que não tem cura. Embora a doença seja conhecida pelos tremores musculares, sintoma mais comum, a medicina tem constatado casos de distúrbio na área do domínio emocional, cognitivo e psicossocial, como depressão, ansiedade e até mesmo demência. Atualmente, a desembargadora enfrenta perda de memória, a ponto de não conhecer sequer os seus colegas de toga.
Apesar do agravamento de seu estado de saúde, a família pressiona o TJ para que Catarina Ramalho não seja aposentada por invalidez. Além do status do cargo, há o interesse da família em manter o controle sobre o Gabinete da desembargadora, que tem entre 10 e 12 assessores comissionados, mais carro oficial, motorista e outras mordomias oferecidas pelo cargo.
A desembargadora foi promovida por merecimento, mas sua escolha gerou reações contrárias de diversos magistrados alagoanos, que também disputaram o cargo. À época, a então juíza da 27ª Vara Cível da Capital possuía cerca de 600 ações judiciais pendentes e não apresentou certidão de curso na Escola Nacional da Magistratura, requisito para se tornar desembargadora.
Catarina Ramalho é esposa de juiz e irmã do desembargador aposentado Mário Casado Ramalho. Fonte: Extra - AL.
Não concordo com nepotismo! Um monte de "encostados..."
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