sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pouco envolvimento com filantropia não afetou imagem de Jobs

Diferentemente de Bill Gates e outros executivos da área de tecnologia, Jobs nunca demonstrou interesse por ações sociais

06/10/2011 - Enquanto Bill Gates, fundador da Microsoft, já anunciou a doação de metade de sua fortuna estimada em US$ 53 bilhões para a caridade, Steve Jobs, fundador da Apple, nunca demonstrou interesse em se envolver com atividades de filantropia. Quando perguntado sobre o assunto em palestras e entrevistas, o executivo evitava comentários.

A falta de doações para ajudar projetos de educação ou contra a fome no mundo, no entanto, não parece ter impactado a imagem de Jobs, que desde a fundação da Apple, sempre foi considerado um visionário do setor de tecnologia e admirado por homens de negócios e fãs de seus produtos.

Pouco se sabe sobre o que Jobs fazia com sua fortuna estimada em US$ 8,3 bilhões. Segundo o jornal The New York Times, o próprio Gates, em conjunto com outros bilionários, teria tentado convencer Jobs a destinar parte de seu dinheiro para a caridade, mas Jobs teria recusado o convite. Além disso, apesar de sua batalha contra o câncer, Jobs nunca anunciou incentivos para pesquisas ou hospitais especializados na doença.

A única tentativa de fazer filantropia até hoje aconteceu ainda em meados da década de 1980, logo depois que Jobs deixou a Apple, diz o The New York Times. Ele fundou uma nova empresa, chamada NeXT, e logo depois a fundação Steve P. Jobs, que teve vida curta ? cerca de um ano apenas. ?Ele claramente não tinha tempo para cuidar disso?, disse Mark Vermilion, executivo que Jobs contratou na época para liderar a fundação, ao jornal.

A possibilidade de que Jobs doaria dinheiro anonimamente era debatida entre pessoas que acompanhavam a Apple de perto, mas nada nunca foi confirmado. Rumores dão conta de que uma doação anônima de US$ 120 milhões a um centro de pesquisas de câncer na Universidade da Califórnia, poderia ter partido de Jobs. A família de Jobs não divulgou até o momento informações sobre a herança do executivo.

O fato é que Jobs passou a maior parte de seus dias focados em desenvolver novos produtos na Apple e, depois de receber o diagnóstico de câncer, em passar boa parte de seu tempo com sua família. ?Este é seu legado. Tudo o mais seria uma distração?, disse um amigo à reportagem do The New York Times.

Figurões de tecnologia doaram fortunas à caridade. (...)

Bill Gates, da Microsoft, (...)

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, (...)

Por meio de uma organização de filantropia, o Google também faz doações para a caridade. Segundo o site oficial do Google.org, em 2010 a empresa já doou mais de US$ 145 milhões com o propósito é subsidiar organizações não-governamentais e instituições acadêmicas.

Contudo, segundo o jornal The New York Times, a maioria dos projetos listados na organização é do próprio Google, como monitorar áreas de desmatamento com o Google Maps e digitalizar os manuscritos do Mar Morto.

Além disso, um dos fundadores do Google, Sergey Brin, já doou mais de 50 milhões de dólares para finaciamento de pesquisas sobre Doença de Parkinson. Em 2010, ele descobriu que tem uma tendência genética a desenvolver a doença no futuro. Fonte: To Sabendo.

Um comentário:

  1. http://blogs.estadao.com.br/link/morte-de-jobs-alivia-militante-do-software-livre/

    Morte de Jobs alivia ícone do software livre / 7 de outubro de 2011/ Não estou feliz que ele está morto, mas que tenha ido embora.”

    Richard Stallman, americano fundador da Free Software Foundation e militante radical, declarou estar aliviado com a morte de Steve Jobs.

    —-
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    Postando no seu blog, Stallman escreveu:

    “Steve Jobs, o pioneiro em fazer os computadores-prisões parecerem cool, criado para tirar a liberdade dos tolos, morreu. Como o prefeito de Chicago Harold Washington disse uma vez sobre o ex-prefeito corrupto Daley, “Eu não estou feliz que ele está morto, mas estou feliz que ele tenha ido embora.” Ninguém merece ter que morrer – nem Jobs, nem o senhor Bill, nem pessoas culpadas de coisas piores que eles. Mas todos nós merecemos o fim da influência maligna de Jobs na computação das pessoas.

    Infelizmente, essa influência continua apesar de sua ausência. Nós só podemos torcer para que os seus sucessores, ao tentar continuar com seu legado, sejam menos efetivos.”

    Stallman é pioneiro do software livre. Em meados dos anos 80, ele criou o sistema operacional aberto chamado GNU. Vários de seus softwares, como o editor de texto eMacs, são amplamente usados.

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