domingo, 20 de maio de 2012

Atividades e tratamento controlam a doença de Parkinson

Especialistas garantem que enfrentar a doença através de um trabalho interdisciplinar tem sido um caminho valioso
por Cinthya Leite
19/05/2012 - Aliar o tratamento medicamentoso a atividades como exercício físico, sessões de terapia ocupacional e de fonoaudiologia é importante para manter sob controle uma série de enfermidades crônicas, como a doença de Parkinson, que tem prevalência de 3% no Brasil, sendo mais incidente em pessoas acima de 65 anos.

De fato, enfrentar a doença através de um trabalho interdisciplinar tem sido um caminho valioso, pelo qual passam neurologistas, geriatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. Esses e outros profissionais têm sido fundamentais para oferecer ferramentas que controlam a progressão da enfermidade, que tem como manifestação mais frequente e visível o tremor das mãos - o primeiro sinal a ser reconhecido por 70% dos indivíduos com Parkinson.

Complexa, a doença vai muito além dos distúrbios motores, como rigidez, dificuldade para iniciar movimentos e redução na amplitude deles. É caracterizada também por disfunção do equilíbrio durante a marcha e outras manifestações que incluem sintomas depressivos, distúrbios cognitivos, transtornos do sono, dificuldades na fala e na respiração, problemas de deglutição e até alterações no olfato.

Quem lista todas essas particularidades é o neurologista Márcio Andrade, do ambulatório de Parkinson do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (Huoc/UPE), onde há cadastrados cerca de 220 pacientes desde 1997. Ele assegura que, por fazer parte dos distúrbios do movimento, a doença merece ser encarada com um tratamento que não se limita a remédios e permeia diversas terapêuticas não medicamentosas.

“Quanto mais o paciente se mantém ativo, melhor. Treinar a marcha e o equilíbrio através da fisioterapia, por exemplo, é importante. Além disso, recomendamos que as pessoas com Parkinson recorram a exercícios de terapia ocupacional e de fonoaudiologia”, avisa Márcio Andrade, que também é chefe do serviço de neurologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE).

Para conhecer mais sobre a doença, confira a matéria de capa deste domingo (20/5) da revista Arrecifes. Fonte: Jornal do Commercio/PE.

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