Críticas à nova série apresentada pela TV norte-americana:
MyownPOV-
Sendo um escritor de TV e tendo
Parkinson, eu estava torcendo por MJF para retirá-lo. É um equilíbrio delicado para retratar uma pessoa com problemas motores muito visíveis, especialmente MJF a quem todos sabemos é um bom rapaz. Hoje à noite eu assisti o terceiro episódio e sinto muito em dizer que não funcionou. Seus movimentos corporais são tão pronunciados que o humor pretendido nas cenas se perde. É duro o suficiente para escrever uma comédia. Algumas pessoas que assistiram o show provavelmente sentiram pena de Mr Fox - Eu senti pena de seus escritores.
Respostas:
Shall1019-
Estou torcendo também, mas o programa não é muito interessante. Ele está usando temas batidos, feitas tantas vezes antes.
Isis6361-
Será que isso nada faz para
Parkinson? Ou melhora a compreensão da condição nas pessoas? Ou é tudo apenas para ser ridicularizado? Seria provocar mais criação? Mais financiamento? Mais pessoas que desejam saber sobre ele?
(
original em inglês, tradução Hugo) Fonte:
Health Unlocked.
No Brasil:
06/10/2013 - 03h00
Volta de Michael J. Fox é apenas fofa
Poucos atores no showbiz americano são mais benquistos do que Michael J. Fox, sobretudo por quem cresceu nos anos 1980, quando ele protagonizou os dois primeiros "De Volta
para o Futuro". É esse carisma --e só ele-- que sustenta o novo "The Michael J. Fox Show".
Tamanha é essa aposta que a série abre mão de uma narrativa propriamente dita para orbitar em torno do personagem interpretado e inspirado por Fox: uma celebridade que volta à TV após anos de afastamento decorrente do mal de Parkinson, doença que o ator descobriu precocemente em 1991, aos 30, e que revelou ao público sete anos depois.
Na versão fictícia, a celebridade é Mike Henry, popular ex-âncora de um telejornal nova-iorquino que troca a carreira pela vida de dono de casa após seus tremores no ar literalmente o tirarem de cena.
À volta está a família típica de sitcom, com a mulher, Annie (Betsy Brandt, a Marie da recém-encerrada "Breaking Bad"), um par de filhos adolescentes ególatras (Conor Romero e Juliette Goglia), o temporão (Jack Gore) e a cunhada (Katie Finneran), além do colega Harry (Wendell Pierce) e da produtora Kay (a brasileira Ana Nogueira).
| Eric Liebowitz/Associated Press | |
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| Michael J. Fox, como Mike Henry, atua com Jack Gore em nova série |
Apesar do elenco insosso, conforta perceber que o timing cômico de Fox continua afiado, após um hiato nos últimos anos em que ele manteve o trabalho de ator limitado a dublagens e participações especiais (as mais notórias em "The Good Wife" e "Curb Your Enthusiasm").
Famoso por "Caras e Caretas", nos anos 80, a última vez que havia protagonizado uma série fora em "Spin City", encerrada em 2001, quando Fox passou a dedicar-se quase exclusivamente à sua fundação para a pesquisa do Parkinson.
A doença é a real antagonista da série, alvo de inúmeras piadas e de cenas que se esforçam para descrever o cotidiano com Parkinson como banal. As limitações físicas de ator e personagem são exploradas com leveza, mas por vezes demais.
O problema é que além do carisma e do mal de Fox, pouco resta. Nos dois primeiros episódios, as únicas situações engraçadas remetem à descrição ácida do filho mais velho, que desiste da faculdade em plena crise para fundar sua start-up e volta a morar com os pais.
Ok, não poderia ser tão diferente com uma série chamada "The Michael J. Fox Show" (o nome denuncia a intenção tanto de se amparar no protagonista como de remeter a comédias-família do passado, quando o ator principal era o título).
Mas a estreia no último dia 26 nos EUA, na NBC, foi morna, com 7,3 milhões de espectadores, índice apenas confortável para o horário em canais abertos --no Brasil, a exibição deve começar em 4 de novembro pelo canal pago Comedy Central, em horário a ser anunciado.
Já a reação da crítica americana lembrou a de quem reencontra um amigo antigo querido e percebe não ter mais nenhum interesse comum.
Pior, Fox perdeu feio em público para outro comediante dos anos 80 egresso da TV para o cinema, Robin Williams, que estreou "The Crazy Ones" no mesmo dia, na CBS, com audiência de 15,6 milhões.
Mas essa fica para outra coluna. (por Luciana Coelho)
"The Michael J. Fox Show" estreia no Brasil em 4 de novembro pelo Comedy Central, em horário a definir
Assisti ao 1.o e 2.o episódios (torrents+the pirate bay+legendas Brasil). Já tenho o 3.o mas sem legendas. Típica série americana. Muito pique (ritmo) e apologia ao âncora (MJFox) que aparentemente está sempre em "on", com os medicamentos em ordem. Mostra um lado alegre. O personagem principal (MJF) aguenta mais o tranco do cotidiano sem cansar do que sua jovem assistente, o que sabe-se não ser coisa exeqüível. Até agora o programa me transmitiu uma imagem caricatural. Incautos vão pensar por aí que é firula. Mas de uma série semanal não se pode querer muito mais do que algo palatável. Há situações em que o protagonista se atrapalha com a cadeira de rodinhas do estúdio, teclas do telefone, ao abrir vidro, ao servir arroz,...
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